Tendências e práticas de vigilância na América Latina. Estudos de caso do Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, México, Peru e Paraguai

Año
2025
Portada reporte de tendencias portugues

Este relatório explora como as práticas de vigilância se expandiram na América Latina nos últimos anos, marcadas pelo avanço das tecnologias digitais e pela falta de regulamentações adequadas. Através da análise de casos em países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, fica evidente uma crescente adoção de sistemas de videovigilância, reconhecimento facial, monitoramento de redes sociais e coleta massiva de dados por parte do Estado, muitas vezes sem transparência ou controle democrático.

O relatório alerta para a normalização dessas práticas sob discursos de segurança, combate ao crime ou controle sanitário, especialmente durante a pandemia da COVID-19. Também destaca a participação de empresas privadas e atores internacionais no fornecimento de tecnologias, muitas vezes sem estruturas que garantam a proteção de direitos fundamentais como privacidade, liberdade de expressão e não discriminação. Conclui-se que a região enfrenta uma expansão silenciosa de sistemas de vigilância que exigem respostas urgentes: legislação robusta, mecanismos de prestação de contas, participação cidadã e governança baseada nos direitos humanos.

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